Arábia Saudita exige retirada das forças dos EAU do Iémen
- 30/12/2025
"O Reino [saudita] destaca a importância de os EAU cumprirem a exigência da República do Iémen de retirada das suas forças militares do território iemenita, em 24 horas, e de cessar todo o apoio militar ou financeiro a qualquer grupo no Iémen", lê-se em comunicado do ministério dos Negócios Estrangeiros saudita.
Antes, uma coligação liderada pelos sauditas anunciou ter atacado carregamentos de armas e de veículos num porto do Iémen, descarregados de navios vindos dos EAU.
"A força aérea da coligação realizou esta manhã uma operação militar limitada, visando as armas e os veículos de combate que tinham sido descarregados dos dois navios no porto de al-Mukalla", informou a agência de notícias oficial saudita (SPA).
A notícia, que cita um comunicado militar, justifica a ação com "os riscos e à escalada representados por estas armas, que ameaçam a segurança e a estabilidade", acrescentando que o armamento chegou ao Iémen em navios vindos de Fujairah, cidade portuária na costa leste dos EAU, cujas autoridades não fizeram qualquer comentário sobre o assunto até agora.
Pouco antes, a SPA tinha anunciado o lançamento de uma "operação militar" no Iémen, dias depois de Riade ter avisado que apoiaria o Governo iemenita contra qualquer ação armada dos separatistas.
Os separatistas pretendem restabelecer um estado no sul do Iémen, país mais pobre da península arábica e onde uma república democrática e popular foi independente entre 1967 e 1990.
O governo iemenita, reconhecido internacionalmente, pediu na sexta-feira o apoio da coligação militar liderada pela Arábia Saudita.
O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, apelou à moderação, evitando tomar partido entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, dois parceiros-chave de Washington.
Um conflito eclodiu em 2014 entre o governo e os seus aliados, incluindo o movimento Conselho de Transição do Sul (STC, na sigla inglesa), por um lado, e os rebeldes Huthis pró-Irão, de outro, resultando em centenas de milhares de mortes, fragmentação do país e uma das piores crises humanitárias do mundo.
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