As mais lidas: AD e Chega reforçam, Esquerda desce e a chanfana política
- 31/12/2025
No rescaldo de 2025, a política nacional ficou marcada pelo caso Spinumviva, que levou à queda do Governo e, consequentemente, a eleições legislativas. Mais tarde houve eleições autárquicas e, nesta reta final do ano, o país tem estado já de olhos postos na corrida às Presidenciais, que decorrem em janeiro.
A crise em torno da empresa familiar do primeiro-ministro, Luís Montenegro, surgiu com notícias do Correio da Manhã que indicavam que esta se dedicava, entre outras atividades, à compra e venda de imóveis.
Nesse sentido, abriu-se a discussão sobre a identidade dos clientes da Spinumviva e possíveis conflitos de interesse, tendo em conta a atividade profissional do primeiro-ministro em simultâneo com o exercício de funções governativas.
Lançada a polémica, foram apresentadas duas moções de censura: uma pelo Chega e outra pelo PCP - ambas chumbadas. Neste tabuleiro de xadrez político, Montenegro optou por apresentar uma moção de confiança, que foi rejeitada - o Governo caiu e o país rumou (de novo) a eleições.
Mas foi o resultado dessas Legislativas, a 18 de maio, que alterou por completo o jogo político este ano, com uma pesada derrota para a Esquerda. A Aliança Democrática voltou a vencer (mas sem maioria absoluta) e o Chega ganhou terreno, ultrapassando o PS.
Passar o ano de 2025 em revista implica também recordar a crise na saúde que vem marcando tanto a legislatura anterior, como a atual, com a contestação face à atual ministra Ana Paula Martins a aumentar. Desde os problemas no INEM aos mais recentes casos a envolver a morte de grávidas e bebés, a posição da governante tem estado cada vez mais fragilizada.
O ano não terminou sem eleições autárquicas, onde os portugueses voltaram a pender para a Direita. Tanto em Lisboa como no Porto, a vitória foi dos sociais-democratas, mas os socialistas recuperaram capitais de distrito. Já o Chega venceu pela primeira vez três câmaras, o que ficou aquém dos objetivos a que se tinha proposto.
Na reta final do ano, os eleitores estão já de olhos postos nas eleições presidenciais de 18 de janeiro: os debates televisivos decorreram no último mês e o ambiente de pré-campanha instalou-se, naquele que parece vir a ser um ato eleitoral particularmente imprevisível e entre os mais concorridos de sempre.
Além das idas às urnas, houve outros episódios que marcaram a política nacional. Ainda na senda das votações, desta vez no Parlamento, foi chumbado reconhecimento de enfermagem como profissão de desgaste rápido. Mas também das bancadas houve outros assuntos que despertaram a atenção dos eleitores, nomeadamente, a desfiliação de Miguel Arruda como deputado do Chega, depois de uma polémica que envolveu o furto de malas no aeroporto e uso da Vinted para vender as mercadorias no seu interior.
Eis as 10 notícias de Política mais lidas de 2024:
- Parlamento chumba reconhecimento de enfermagem como desgaste rápido
- Da desfiliação à... Vinted. 'Bagagem' de Arruda fica (ainda) mais pesada
- "Aberração" e "drogada". Os insultos que Chega terá dito a deputada cega
- Governo caiu, e agora? Eis as medidas que podem ficar em suspenso
- Frazão mostra casa de Montenegro e é criticado: "Vai-se arrepender"
- André Ventura sente-se mal e é retirado de comício no Algarve
- Morreu Teresa Caeiro, antiga deputada do CDS. Tinha 56 anos
- Pagar 500€/dia após divulgar nomes de crianças? Rita Matias assina acordo
- Honra e interrupção: Taxa manda "calar" Prata Roque (que saiu do estúdio)
- Presidenciais realizam-se a 18 de janeiro. Quem são os candidatos?
Leia Também: Em Baião, Montenegro insiste na prevenção e fala em lições dos incêndios



