China pede calma após alegado ataque ucraniano à residência de Putin
- 30/12/2025
"O objetivo deve ser evitar a escalada das hostilidades e criar condições para uma solução política da crise", afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian.
Lin instou "todas as partes a absterem-se de provocações" e advertiu contra o prolongamento do conflito.
Outros líderes asiáticos, como o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e o homólogo paquistanês, Shehbaz Sharif, também expressaram preocupação, pedindo contenção para salvaguardar as negociações em curso.
"Os esforços diplomáticos são o caminho mais viável para pôr fim às hostilidades e alcançar a paz. Apelamos a que todos os envolvidos para que permaneçam focados nesses esforços e evitem ações que os possam comprometer", escreveu Modi, nas redes sociais.
Sharif condenou um "ato atroz", considerando-o uma "grave ameaça à paz, à segurança e à estabilidade", especialmente num momento de negociações.
O primeiro-ministro do Paquistão manifestou solidariedade com Putin e com o povo russo, reiterando a "firme rejeição de todas as formas de violência e atos que minem a segurança ou ameacem a paz".
Na segunda-feira, o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, acusou as forças ucranianas de lançarem mais de 90 drones, entre domingo e segunda-feira, contra a residência presidencial de Putin, localizada em Novgorod, no noroeste da Rússia.
Lavrov indicou que todos os aparelhos aéreos não tripulados foram intercetados.
Apesar do ataque, Moscovo não vai abandonar a mesa de negociações com os Estados Unidos, garantiu Lavrov, embora tenha admitido que o incidente pode levar a alterações na posição russa.
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