EUA pedem à China para terminar pressão militar sobre Taiwan
- 01/01/2026
"As atividades militares e a retórica da China em relação a Taiwan e a outros atores regionais aumentam desnecessariamente as tensões. Exortamos Pequim a agir com moderação, a cessar a pressão militar sobre Taiwan e a iniciar um diálogo construtivo", escreveu o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Tommy Pigott, em comunicado.
A China anunciou na quarta-feira ter concluído "com sucesso" as manobras militares realizadas desde segunda-feira em redor de Taiwan, que incluíram tiros reais e simulações de bloqueio de portos estratégicos da ilha.
O Presidente chinês, Xi Jinping, afirmou que a reunificação do país não pode ser travada, num discurso à nação pouco depois do anúncio do fim dos exercícios.
Um porta-voz do Comando do Teatro Oriental do Exército Popular de Libertação (EPL) indicou que foram concluídos com êxito os exercícios "Missão Justiça 2025".
Num comunicado, o porta-voz e capitão-de-fragata Li Xi advertiu que os soldados vão continuar o treino para "contrariar as tentativas dos separatistas a favor da 'independência de Taiwan' e a ingerência externa".
Entretanto, os navios chineses mobilizados esta semana em redor de Taiwan começaram a retirar-se das proximidades da ilha, segundo anunciaram as autoridades taiwanesas.
Pequim lançou mísseis e mobilizou dezenas de aviões de combate, navios de guerra e embarcações da guarda costeira, numa operação que simulou o bloqueio de portos taiwaneses estratégicos e ataques a alvos marítimos.
Taipei condenou os exercícios, considerando-os "uma provocação flagrante contra a segurança regional e a ordem internacional".
As manobras suscitaram condenações internacionais. O Japão considerou que os exercícios "exacerbam as tensões" na região, enquanto a Austrália os classificou como "desestabilizadores".
A União Europeia, a Alemanha e a França manifestaram igualmente preocupação e reiteraram o seu compromisso com a "estabilidade" internacional, enquanto as Filipinas expressaram "profunda preocupação".
Por seu lado, o Presidente taiwanês, Lai Ching-te, advertiu que os exercícios não são "um facto isolado" e representam "riscos significativos" para a região.
"A escalada das medidas coercivas da China representa um risco importante para a estabilidade regional e tem impacto no transporte marítimo, no comércio e na paz", declarou.
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