EUA perseguem petroleiro com destino à Venezuela. Rússia faz apelo
- 02/01/2026
Os pedidos formais foram enviados na quarta-feira por Moscovo ao Departamento de Estado e ao Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, segundo explicaram as mesmas fontes.
Desde 21 de dezembro, que o Bella 1, que navega agora por águas do Atlântico, tem sido alvo da Guarda Costeira dos EUA, que naquele dia tentou abordar a embarcação nas Caraíbas, exibindo uma ordem de apreensão, enquanto esta se dirigia para carregar crude na Venezuela.
O episódio ocorreu poucos dias depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado que Washington apreenderia navios que transportassem petróleo da Venezuela, país que acusou de roubar ativos petrolíferos norte-americanos no país caribenho.
Os Estados Unidos cumpriram essas ameaças em dezembro e apreenderam dois petroleiros nas Caraíbas, o Skipper e o Centuries.
No entanto, a tripulação do Bella 1 rejeitou as ordens norte-americanas e deu meia-volta, forçando a Guarda Costeira a perseguir o navio.
O próprio jornal norte-americano The New York Times informou esta semana que, durante a fuga, a tripulação do Bella 1, que aparentemente viajava sem bandeira, pintou uma bandeira russa no casco e, nos dias seguintes, contactou a Guarda Costeira por rádio para se identificar como um petroleiro russo.
A intervenção diplomática da Rússia pode complicar a tentativa dos Estados Unidos de apreender o petroleiro, algo que se enquadra na campanha de pressão da administração de Trump sobre a Venezuela.
Desde o verão que Washington mantém um enorme contingente militar nas Caraíbas, alegando que está a combater o narcotráfico proveniente da Colômbia e da Venezuela, ao mesmo tempo que pressiona a saída de Nicolás Maduro do governo venezuelano, a quem acusa de liderar o Cartel dos Sóis.
Este pedido diplomático russo, por sua vez, poderá acrescentar um novo obstáculo às complexas negociações que Trump está a mediar para alcançar um acordo de paz entre Moscovo e Kyiv.
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