EUA sancionam fabricante venezuelano de drones por ligações ao Irão
- 30/12/2025
Em comunicado, o Departamento do Tesouro norte-americano (equivalente ao Ministério das Finanças) informou que as sanções visam "10 indivíduos e entidades com sede na Venezuela e no Irão", incluindo uma empresa venezuelana que contribuiu para a venda de milhões de dólares em veículos aéreos não tripulados (drones) de combate concebidos pelo Irão.
Num comunicado separado, também o Departamento de Estado norte-americano denunciou que o fornecimento contínuo de armas convencionais do Irão a Caracas "representa uma ameaça aos interesses dos EUA" no Hemisfério Ocidental, defendendo a reimposição de sanções e outras restrições a Teerão em conformidade com resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Segundo Washington, as entidades agora sancionadas integram redes de aquisição que apoiaram os programas iranianos de drones e de mísseis balísticos, em violação das restrições da ONU.
As autoridades norte-americanas reiteraram que irão restringir o acesso da Guarda Revolucionária iraniana, o exército ideológico da República Islâmica do Irão, a ativos e recursos financeiros.
O Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros dos EUA explicou que a medida se baseia em designações de não proliferação adotadas em outubro e novembro e na reimposição, a 27 de setembro, das sanções das Nações Unidas ao Irão.
"Continuaremos a tomar medidas rápidas para impedir que o complexo militar-industrial do Irão tenha acesso ao sistema financeiro dos EUA", frisou o subsecretário do Tesouro para o Terrorismo e Informações Financeiras, John K. Hurley.
As sanções foram adotadas ao abrigo do Memorando Presidencial de Segurança Nacional 2 e das ordens executivas 13382 e 13949, que visam, respetivamente, agentes proliferadores de armas de destruição maciça e atividades relacionadas com armas convencionais iranianas.
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