Investimento em IA? Economista lembra decisão "estúpida" de Zuckerberg

  • 30/12/2025

Os últimos anos têm sido dominados por uma autêntica ‘corrida’ entre gigantes tecnológicas no que diz respeito ao desenvolvimento de modelos de Inteligência Artificial cada vez mais avançados.

 

A Meta de Mark Zuckerberg tem sido uma das empresas mais empenhadas no investimento, formando até uma nova equipa formada por talento contratado a empresas rivais - como a OpenAI e a Apple.

Apesar de a Meta ter os olhos colocados no futuro, há quem esteja disposto a lembrar o passado recente e notar que, até há bem pouco tempo, o cofundador e CEO Mark Zuckerberg não olhou a custos para investir naquilo que (naquela altura) considerava ser o futuro do mundo da tecnologia - o metaverso.

O economista Dean Baker afirma que a decisão da Meta de alocar 77 mil milhões de dólares (65,4 mil milhões de euros) no metaverso foi um investimento “estúpido”, notando que foi equivalente a “deitar dinheiro sanita abaixo”, com Zuckerberg a ter entretanto voltado as atenções para a Inteligência Artificial.

Baker explica que, apesar de não ser contra elevados investimentos em inovações que melhorem a produtividade e levem a crescimento económico, considera que este investimento da Meta no metaverso teve um “custo para a sociedade”.

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A Meta adquiriu a Manus, uma startup de Inteligência Artificial sediada em Singapura. A aquisição, que marca o fim do ano de 2025 para a Meta, foi concluída por um valor superior a 2 mil milhões de dólares.

Miguel Patinha Dias com Lusa | 07:42 - 30/12/2025

“Quando o Zuckerberg investiu 77 mil milhões de dólares no metaverso estava a impedir que os engenheiros de software se dedicassem a outras tarefas que poderiam ter sido mais produtivas”, escreve Baker. “O mesmo é verdade para todas aquelas pessoas que trabalharam no planeamento e implementação da visão dela do metaverso. Estas eram todas pessoas que poderiam, de outra forma, estarem empregados de forma produtiva”.

O economista volta-se então para a aposta em Inteligência Artificial que está a ser feita por empresas não só como a Meta, como também pela Google e pela OpenAI, e nota que, apesar de se tratar de uma tecnologia que está a levar a crescimento económico, é um investimento que está a levar a rede elétrica ao limite por via dos data centers necessários para treinar modelos de linguagem.

“A questão óbvia que precisa ser feita neste contexto é: terá o Mark Zuckerberg ficado mais inteligente nos últimos cinco anos desde que decidiu atirar 77 mil milhões de dólares ao lixo com o metaverso? Há algumas razões para pensarmos que pode não estar mais perspicaz hoje do que era em 2020. Provavelmente teremos a nossa resposta em 2026”, notou Baker, apontando para uma possível bolha na área da Inteligência Artificial que já começou a ser motivo de preocupação na área da tecnologia.

Há uma bolha de Inteligência Artificial?

O Banco de Inglaterra alertou para riscos de valorização excessiva das ações das empresas tecnológicas especializadas em inteligência artificial, no relatório de estabilidade financeira.

Segundo o Banco de Inglaterra, a valorização bolsista nos EUA no começo de dezembro está próxima dos níveis mais elevados desde a 'bolha' da Internet e no Reino Unido desde a crise financeira mundial e há possibilidade de uma forte correção nas ações, designadamente das empresas tecnológicas especializadas em inteligência artificial.

China quer regular IA e proteger humanos do impacto emocional

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A Administração do Ciberespaço da China está a elaborar uma nova proposta para regular e limitar bots de conversação e ferramentas de Inteligência Artificial que “simulam uma personalidade humana e interagem com os utilizadores de forma emocional através de texto, imagens, áudio ou vídeo”.

Miguel Patinha Dias | 10:27 - 30/12/2025

Os gigantes da tecnologia têm feito grandes investimentos nos últimos meses em Inteligência Artificial, desproporcionais face aos lucros gerados, alimentando receios no mercado sobre uma possível 'bolha' (valorização excessiva dos preços das ações) semelhante à que assolou as empresas de Internet nas décadas de 1990 e 2000.

No começo de dezembro, o Banco de Inglaterra anunciou que reduziu o capital que exige aos sete maiores bancos do país, sendo esta a primeira redução desde 2015.

No relatório de estabilidade financeira, confirmou que Barclays, HSBC, Lloyds Banking Group, NatWest Group, Santander UK, Standard Chartered e Nationwide, que representam cerca de 75% do sistema bancário do país, mantiveram nos testes de 'stress' a capacidade de continuar a apoiar a economia num cenário de dificuldades futuras, pelo que diminuiu as exigências de capital.

 

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/tech/2911444/investimento-em-ia-economista-lembra-decisao-estupida-de-zuckerberg#utm_source=rss-ultima-hora&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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