Países do sul da Ásia expressam condolências pela morte de Khaleda Zia
- 30/12/2025
O primeiro-ministro da Índia, país que acolheu a adversária de Zia, a ex-Presidente deposta Sheikh Hasina, manifestou profunda tristeza pela morte da líder do Partido Nacionalista do Bangladesh (BNP).
Numa mensagem publicada nas redes sociais, Narendra Modi elogiou o contributo de Zia para o desenvolvimento do Bangladesh e destacou o papel do país no reforço das relações bilaterais entre Nova Deli e Daca.
A morte de Khaleda Zia, aos 80 anos, deixa um novo cenário no Bangladesh, onde a influência foi disputada durante décadas entre duas forças opostas que agora desaparecem de cena: Zia, que morreu como uma mulher livre em Daca, e Hasina, condenada e a viver no exílio.
Por outro lado, o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, descreveu a Khaleda Zia como "amiga leal do Paquistão".
Tratou-se de uma declaração com caráter político e histórico dado que o Bangladesh conquistou a independência do Paquistão em 1971, após uma guerra apoiada por Nova Deli.
O Presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, também se juntou às condolências à família de Zia.
O Presidente das Maldivas, Mohamed Muizu, expressou as condolências ao povo do Bangladesh pela perda da "primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra", usando o título honorífico de "begum" para se referir a Khaleda Zia.
No Nepal, a chefe de Governo interina, Sushila Karki, também destacou o legado político de Khaleda Zia.




