Rússia envia aos EUA análises aos drones que atacaram residência de Putin
- 01/01/2026
"Esses materiais [dos destroços dos drones] serão transferidos à parte americana através dos canais estabelecidos", comunicou o Ministério da Defesa russo na rede social Telegram.
O órgão militar avançou que realizou uma inspeção técnica ao sistema de navegação de um dos veículos aéreos não tripulados ucranianos abatidos sobre a região de Novgorod na noite de 29 de dezembro.
"Os agentes de inteligência russos conseguiram extrair o arquivo da missão de voo" do drone, explicou o ministério.
Segundo o Ministério da Defesa, "a descodificação dos dados da rota revelou que o objetivo final do ataque ucraniano de 29 de dezembro era uma instalação na residência presidencial russa na região de Novgorod".
Na quarta-feira, o Ministério da Defesa divulgou detalhes sobre o ataque ucraniano com drones contra a residência de Putin na localidade de Valdái, indicando que, a partir de diferentes pontos de descolagem, um total de 91 drones voaram em direção ao alvo sobrevoando as regiões de Briansk, Smolensk, Tver e Nóvgorod.
Na segunda-feira, o Kremlin classificou o ataque ucraniano como "um atentado contra Trump", uma vez que prejudicava as negociações de paz na Ucrânia lideradas pelo Presidente dos Estados Unidos.
Embora não tenha revelado como, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, indicou que a Rússia endureceria a sua postura durante as negociações de paz.
Entretanto, Donald Trump, que no fim de semana se reuniu com Volodymyr Zelensky e falou por telefone com Putin, partilhou na quarta-feira nas redes sociais um editorial do jornal The New York Post que acusa Moscovo de inventar o ataque para boicotar o processo de paz com Kyiv.
Segundo o presidente norte-americano, a reação exagerada da Rússia demonstra que é Moscovo quem está a atrapalhar as negociações de paz com a Ucrânia.
O Wall Street Journal noticia que a CIA não encontrou qualquer indício de que Kyiv tenha atacado recentemente com drones uma residência do Presidente russo.
Desde o início da guerra na Ucrânia em 2022 que as autoridades de Kyiv denunciaram mais de uma dezena de tentativas de assassinato ou sequestro contra o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, incluindo uma nos primeiros dias da invasão russa, quando o exército chegou à capital da Ucrânia e houve combates perto da administração presidencial.
Esta é a primeira vez que a Rússia denuncia um ataque que poderá ter sido dirigido contra o líder russo, que desde o início do conflito reforçou a sua segurança.




