Trump e Netanyahu: Prémio da Paz, o Irão e o "preço elevado" para o Hamas

  • 30/12/2025

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, encontraram-se na segunda-feira, em Mar-a-Lago, no estado norte-americano da Florida. E se "dois é bom", três não terão sido demais, já que também o Hamas esteve 'presente' na reunião.

 

Da reunião entre os dois líderes saiu um aviso ao Hamas, grupo islamita que Telavive quer combater até à sua extinção depois de o conflito no Médio Oriente ter agravado há já dois anos, após os ataques de 7 de Outubro.

Após o encontro, Trump e Netanyahu deram uma conferência de imprensa e, lado a lado, deixaram ameaças ao grupo... e também ao regime de Teerão.

"Se não se desarmarem como se comprometeram a fazer - uma vez que concordaram em fazê-lo - pagarão um preço elevado. E não queremos que chegue a esse ponto... Devem desarmar-se num prazo relativamente curto", alertou Trump, primeiramente referindo-se ao Hamas.

Após este que foi o 5.º encontro com Netanyahu nos últimos meses, o chefe de Estado norte-americano disse que Telavive estava a ir ao encontro do esperado: "Estou preocupado com o que outros atores estão a fazer, ou talvez a deixar de fazer. Mas, no que diz respeito a Israel, não estou preocupado: cumpriram o plano."

A próxima fase do plano para Gaza ainda não começou devido a divergências substanciais, incluindo o desarmamento do movimento islamita, a retirada das forças israelitas da Faixa de Gaza e a definição de um modelo de governação interina para o enclave palestiniano após o conflito. 

Poucas horas antes do encontro, as Brigadas Ezzedine al-Qassam, braço militar do Hamas, declararam que não tencionam entregar as armas "enquanto persistir a ocupação israelita" e reafirmaram o "direito inerente" de responder a alegadas violações do cessar-fogo em Gaza.

Depois do Hamas, o Irão

Apesar de o Hamas ter sido o tema central em cima da mesma neste encontro, também o Irão se 'sentou' com estes dois líderes, dado que Trump deixou também, durante a conferência de imprensa, avisos diretos ao regime iraniano, face a alegadas indicações de relançamento do seu programa nuclear.

"Se for confirmado [o relançamento do programa nuclear], eles [Irão] sabem as consequências, e as consequências serão muito fortes, talvez mais fortes do que da última vez", disse Trump, referindo-se ao período que ficou conhecido como a guerra dos 12 dias, e que de 13 a 24 de junho deste ano envolveu tanto Israel como o Irão. Recorde-se que Telavive lançou múltiplos ataques contra o Irão, com o objetivo declarado de impedir a expansão do programa nuclear iraniano. As Forças de Defesa de Israel (IDF) e a Mossad atacaram importantes instalações nucleares, militares e áreas residenciais. O Irão retaliou, lançando mísseis balísticos e drones contra as mesmas instalações e locais em Israel. 

Agora, o Irão insiste que já não está a enriquecer urânio em nenhum local do país, tentando sinalizar aos países ocidentais que continua aberto a possíveis negociações sobre o seu programa nuclear.

Paz? Trump falha Nobel, mas Netanyahu presenteia-o

Ao longo dos meses de mandato presidencial, uma das campanhas em que Trump mais insistiu foi na da 'paz' - ou, mais concretamente, num prémio que estivesse relacionado com o assunto.

Não lhe tendo sido entregue o Nobel da Paz, entre os 20 minutos de elogios mútuos entre Trump e Netanyahu, este último decidiu anunciar a atribuição ao norte-americano de um outro prémio: o Prémio da Paz de Israel.

Segundo explicou Netanyahu, este prémio "em quase 80 anos nunca foi atribuído a um não israelita". A ajuda "inestimável" de Trump no contexto dos ataques do Hamas contra Israel foi motivo para agradecimento de Netanyahu, tendo Trump retorquido que Israel "talvez já não existisse" se não fosse o líder israelita.

Na conclusão do encontro, Trump foi ainda questionado sobre as manobras militares chinesas em torno da ilha de Taiwan, que Pequim já ameaçou tomar pela força, declarando não acreditar que o seu homólogo Xi Jinping ordenasse uma invasão. "Não creio que ele o faça", disse aos jornalistas, referindo-se ao presidente chinês. 

Note-se que, longo dos seus discursos, Trump tinha vindo a dizer que já ajudou a resolver várias guerras em poucos meses, e foi esse um dos argumentos que usou para apelar à atribuição do Nobel da Paz para si - galardão entretanto entregue a María Corina Machado, uma das principais vozes da oposição democrática ao regime de Nicolás Maduro, tendo sido candidata favorita à vitória nas eleições presidenciais de julho de 2024. Este mês, a opositora ao regime de Maduro apareceu de surpresa em Oslo, na Noruega, após meses escondida.

Trump diz que merece Nobel da Paz.

Trump diz que merece Nobel da Paz. "Vão dá-lo a um tipo que não fez nada"

O presidente Donald Trump considerou hoje que será um insulto para os Estados Unidos se não receber o prémio Nobel da Paz, ao discursar perante centenas de oficiais norte-americanos de alta patente perto de Washington. Trump considera insultuoso para os Estados Unidos se não receber Nobel da Paz

Lusa | 16:32 - 30/09/2025

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2911306/trump-e-netanyahu-premio-da-paz-o-irao-e-o-preco-elevado-para-o-hamas#utm_source=rss-ultima-hora&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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